Dona Pitóca

Dona Pitóca foi uma das moradoras mais antigas de Catuçaba e guardava importantes lembranças sobre a história da comunidade. Nascida em 1925, na região da Graminha, viveu grande parte de sua vida no distrito e presenciou muitas transformações ocorridas ao longo do tempo.

Durante a Revolução Constitucionalista de 1932, Dona Pitóca ainda era criança, mas guardou na memória lembranças marcantes daquele período. Segundo seus relatos, os moradores viviam com medo da aproximação das tropas e muitas famílias se escondiam nas matas da região para se proteger.

Ela recordava que, em uma noite, um aviso correu pela vila dizendo que soldados estavam se aproximando. Com medo, sua família e muitos outros moradores saíram às pressas de suas casas e buscaram abrigo no meio do mato.

Segundo Dona Pitóca, a cena parecia uma grande procissão de pessoas correndo em busca de segurança. Muitas vezes as famílias passavam dias escondidas, levando apenas o que conseguiam carregar.

Essas lembranças ajudam a compreender como os moradores de Catuçaba viveram aquele período de tensão e incerteza durante a Revolução de 1932.

Em memória

Dona Pitóca já não está mais entre nós, mas suas histórias e lembranças permanecem registradas como parte importante da memória de Catuçaba, ajudando a preservar a história e as experiências vividas pela comunidade.

Fonte: Informações adaptadas do livro História e Memórias de Catuçaba

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