A Caderneta de 1947: Registro da História de Catuçaba

Introdução

A caderneta de 1947 é um importante documento histórico que registra parte do cotidiano e das relações comerciais e sociais de Catuçaba, distrito de São Luiz do Paraitinga, no interior do estado de São Paulo.

Mais do que um simples registro, esse material revela nomes de moradores, valores, produtos e práticas que ajudam a compreender como era a vida na comunidade em meados do século XX.

Através desse documento, é possível identificar aspectos da economia local, relações de confiança entre as pessoas e até indícios de organização social, como o uso de crédito e anotações de consumo.

A preservação e digitalização dessa caderneta contribuem para manter viva a memória da comunidade, permitindo que as atuais e futuras gerações tenham acesso a esse importante fragmento da história de Catuçaba.

Contexto histórico

A caderneta provavelmente pertenceu a uma antiga venda local, estabelecimento comum nas comunidades rurais da época, onde eram comercializados produtos básicos e mantidos registros de compras, muitas vezes realizadas “no fiado”.

Esses estabelecimentos tinham papel fundamental na vida social, funcionando não apenas como ponto de comércio, mas também como espaço de encontro, troca de informações e convivência entre os moradores.

Caderneta de Francisco Pereira de Gouvêa, a Venda se localizada no Bairro do Chapéu em 1947, Documento preservado pela família de seus bisnetos: Filhos de Sr. Jordão: Fonte: Registro Digitalização por Adonias Campos

Possíveis interpretações do documento

A análise da caderneta sugere que os nomes registrados podem representar moradores que mantinham relações comerciais frequentes, possivelmente associados a compras fiadas, créditos ou movimentações econômicas locais.

A ausência de alguns nomes também pode indicar diferentes níveis de participação econômica ou social dentro da comunidade, reforçando a hipótese de que o documento não representa toda a população, mas sim um grupo específico dentro daquele contexto histórico.

Esses registros evidenciam práticas comuns da época, como a confiança nas relações comerciais e o controle manual das transações, características marcantes das comunidades rurais brasileiras no período.

Nomes registrados na caderneta

Os nomes abaixo foram identificados na caderneta de 1947 e podem estar relacionados a moradores, clientes ou participantes das relações comerciais da época.

Este espaço também tem como objetivo colaborar com a reconstrução da memória local. Caso você reconheça algum nome ou tenha informações adicionais, entre em contato para contribuir com a história de Catuçaba.

Imagem digitalizada de página da caderneta utilizada em estabelecimento comercial rural, contendo registros de clientes e movimentações econômicas locais, datada de 1947. Fonte: Acervo pessoal de Adonias Campos.

Nomes identificados (leitura do documento)

Abaixo estão os nomes legíveis identificados na caderneta de 1947.
A leitura foi realizada com base na análise do documento original, podendo haver variações devido à caligrafia da época.

Proprietário da Venda Francisco Pereira de Gouvêa

1-Adriano

2- Antônio Veriato

3- Benedito Monteiro Velho

4- José Mariano

5- Benedito Raimundo Dias

6- Pedro Rita

7- João Maia

8- Antônio Bilino (identificado pelo familiar como Antônio Umbelino)

9-José Leite

10-Francisco Correia

11- Manoel Guilherme

12- Jacinto José de Carvalho

13- Luiz Pinto

14- José Américo

15- Agostinho Altino

16- Benedito Pedroso

17- Daniel Coelho

18- Francisco Carvalho

19- Benedito Charleaux

20- Antônio Lírica (?)

21- Henrico (?) Galhardo

22- João Fabiano

23- Benedito Nhonhô Coelho (identificado por familiar como Severino Pereira Coelho)

24-Luiz Timóteo

25- Benedito das Graças de Campos

26- Luiz Maria

27- Benedito Eufrásio Lica

28- Benedito Rincão (?) Luizinho

29- Luiz Amâncio de Carvalho

30-José Gonzaga

31- Casemiro de Brito

32- Antônio Rodrigues

33 Lilica Freire

34- Antônio Alfredo

35- Benedito Pereira Coelho Velho

36- Benedito Pereira Coelho Filho

37- Benedito Prateano

38- Juquinha Alfredo

39- Jerônimo Raimundo

40- José Alfredo

41- Luiz Pedroso

42- Francisco Generoso

43- Antônio Abreu

44- Eduardo Prateano

45- Benedito Marcolino

46- Luiz Pião

47- Luiz Moreira Filho

48- Marta Generosa

49- José Benedito dos Santos

50- Gomercino

51- Loro (?) Caci (?) (identificado como Loro Caciano)

52-Benedito Manoel

53- Geraldo Leite

54- Arlindo Francisco

55- Pedro Alves da Silva

56- José Arcene

57- Paulo Coelho

58- Luiz Coelho

59- Geraldo Abreu

60- João Prateano

61- Vicente Ferreira

62- Benedito Gonzaga

Caso você reconheça algum nome ou tenha informações adicionais, entre em contato para contribuir com a história de Catuçaba.

Considerações finais

A caderneta de 1947 representa mais do que um registro comercial: é um documento que preserva fragmentos da história de Catuçaba, revelando nomes, relações e práticas de uma época marcada pela proximidade entre as pessoas e pela confiança nas relações do cotidiano.

Durante a análise do documento, foi possível identificar vínculos familiares, como o de Severino Pereira Coelho, conhecido como Benedito Nhonho Coelho, pai de Daniel Coelho, estabelecendo conexões entre gerações e reforçando a importância desse registro para a memória local.

Para além do valor histórico, este documento também possui um significado pessoal, ao estar diretamente ligado à história familiar do responsável por sua preservação.

A iniciativa de reunir, digitalizar e compartilhar essas informações tem como objetivo contribuir para que a memória de Catuçaba continue viva, fortalecendo a identidade da comunidade e incentivando novas descobertas.

Importante

Contribua com a história

Caso você reconheça algum nome ou tenha informações que possam complementar este registro, entre em contato. Sua participação é fundamental para enriquecer e preservar a história de Catuçaba.

Rolar para cima
Portal Catuçaba